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Teresa: um nome para o gozo do Outro

Maria Teresa Saraiva Melloni

*Texto apresentado na Reunião Lacanoamericana em outubro de 2015.  Montevideo-UY.

 

A metáfora supõe que uma significação seja o dado que domina, e que ela inflete, comanda o uso do significante, tão bem que toda espécie de conexão pré-estabelecida, diria lexical, se acha desatada." (LACAN, 2002, p. 249).

 

Introdução

"O conceito freudiano de Nome do Pai, enquanto metáfora que permite significar o enigma do desejo, atravessou toda a obra de Lacan, mas foi n'O Seminário 23- RSI, que ele diz que é o Nome do Pai, como o quarto elo no nó borromeano, o elemento que possibilita a estabilização do sujeito.

O que vem a ser um nome, produto de um ato de nomeação? Qual a função dos pseudônimos de Joyce, de Marguerite Anzieu, de Fernando Pessoa, de Machado de Assis e tantos outros?

Ou ainda, qual a significação do meu nome - Teresa - para o Outro que me nomeou?

N'O Seminário 23 - O Sinthoma, Lacan diz que assim como o nome próprio, as epifanias são pela via da arte, a melhor aproximação do real. Assim como o Sinthoma, que faz suplência à carência da função paterna, as epifanias são para Joyce, a única garantia da estabilidade de uma estrutura psíquica.

Então, se um nome é sempre metáfora para o real da verdade do sujeito, um nome é sempre um pseudo-nome – um pseudônimo?

Essas foram as questões que me levaram a pesquisar o papel da loucura em Santa Teresa d’Avila.

Santa Teresa d’Ávila nasceu em Ávila – Espanha, em 1515 e faleceu em Alba de Tormes em 1582. É considerada um dos maiores gênios que a humanidade já produziu. Mesmo ateus e livres-pensadores são obrigados a enaltecer sua viva e arguta inteligência, a força persuasiva de seus argumentos, seu estilo vivo e atraente e seu profundo bom senso.

Depois de passar uma infância virtuosa e prazeirosa, na adolescência, a despeito de seus pais que procuravam afastá-la de "más companhias", Teresa dedicava-se unicamente ao que lhe dava prazer. Entregava-se exclusivamente a atender a sua sensualidade e vaidade.  Transformou-se em uma adolescente tão bela e sedutora, que embora não tivesse interesse pelo casamento, arranjou um noivo e "quase" (sic!) perdeu a virgindade aos 16 anos com seu primo. Tentava apegar-se às orações, mas era coisa passageira.

Em função dessas vaidades, ela não conseguia servir a Jesus, como mandava sua consciência. Entretanto, buscava a iluminação que Deus lhe havia concedido e procurava ensinar a outros, as vantagens da oração, como meditar, de maneira que servissem a Ele, no lugar dela. O maior sofrimento de Teresa era ver-se diante do todo misericordioso, como pecadora e mundana; era ver-se sendo vista por aquele a quem traía.

Com o casamento da irmã e a morte da mãe, o extremo amor de seu pai acirra-lhe a culpa, por decepcioná-lo e desapontá-lo. Foi levada por uns tempos, para um mosteiro, onde, por anos, foi acometida por uma extensa paralisia e se viu lutando contra a manifestação do demônio, representado pela doença e pelo repúdio à vida religiosa, que considerava precária e desinteressante. Ao testemunhar o padecimento e a morte de algumas religiosas, pedia a Deus que lhe desse o mesmo destino, como forma de obter o gozo dos céus.

Por conta de tratar de sua saúde fraca, Teresa foi levada pelo pai, para um lugarejo, onde ficou um tempo na casa da irmã e de um tio viúvo, que se preparava para ingressar nos serviços religiosos. Salva da morte, ela finalmente se dispôs a curar-se do que dizia ser sua maldade. Aceitou voltar ao mosteiro, mas mesmo assim, manteve-se afastada das orações, mentindo para o pai que a visitava e fingindo para as monjas que a orientavam. Teresa observava que a reclusão teve efeito contrário ao que se esperava.

“... nós não somos anjos, ao contrário, temos corpo. Querer fazer-nos anjos estando na terra [...] é desatino. Ao contrário, é preciso ter apoio, o pensamento, para a vida normal.” (d’AVILA, Teresa, 1977, p. 145).

 

Contexto histórico-cultural

Desde o século XII, o Jansenismo - movimento de caráter dogmático, moral e disciplinar, que assumiu também contornos políticos, desenvolveu-se principalmente na França e na Bélgica, nos séculos XVII e XVIII, no seio da Igreja Católica.  Essas teorias só acabaram por ser consideradas heréticas, a partir de 16 de Outubro 1656, através da bula Ad sacram subscrita pelo Papa Alexandre VII, portanto, a vida e obra de Teresa foi atravessada por esses traços culturais.

São diversas as implicações desta doutrina. Por um lado, o pecado pessoal significa necessariamente uma privação da graça: quem peca, é porque não tem graça, pois se a tivesse agiria segundo ela. Por outro lado, o homem não tem mérito nas boas obras, pois elas são fruto da graça que interiormente o determina, e não da sua liberdade. Além disso, o homem privado da graça peca infalivelmente e é incapaz de qualquer boa obra, pois segue sempre a concupiscência. Daí que as obras dos infiéis sejam sempre pecado.

 

Teresa: a escrita de um nome

Teresa frequentemente sentia-se confusa e insegura em relação a seus confessores e diretores, aos quais atribuía falta de capacidade de entendê-la. Eles tinham a tarefa de acalmá-la quando das visões, assim como, enfrentarem os que duvidavam dela e a tinham como endemoniada. Foi perseguida e amaldiçoada por muitos mesmo alguns religiosos, que não aceitavam tomá-la em confissão.

Embora fosse inculta, escrevia por ordem de seu confessor. O Livro da Vida resultou de um pedido para que ela escrevesse as suas experiências místicas. Assim, buscava testemunhar diante de seus superiores, confessores, estudiosos da espiritualidade, a experiência sofrida nos seus encontros com Jesus e torná-las transmissíveis àqueles que desejassem alcançar a santidade. Porém, julgava precárias as suas ideias, queixava-se de não encontrar palavras que exprimissem tal situação.

Quando Teresa foi nomeada mestra das noviças, ela viu a oportunidade de realização de suas mais altas aspirações missionárias – sopro missionário e elan místico. Mesmo doente, já com hemoptise, não haverá mais repouso para Teresa até a sua morte. Apoiada nas instruções que recebia em seus encontros com Deus começou a planejar a fundação de seu próprio mosteiro, no modelo das Carmelitas Descalças de Madri.  Ela era contrária ao conforto e às facilidades que sua Ordem oferecia, como por exemplo, as frequentes visitas e as saídas das monjas.

A grande mística não descuidava das coisas práticas para o serviço de Deus. Certa ocasião disse:

"Teresa sem a graça de Deus é uma pobre mulher; com a graça de Deus, uma fortaleza; com a graça de Deus e muito dinheiro, uma potência” ( JESÚS, 1979, p. 3).

A poesia teresina é marcada pelo gênero da autora, embora não do modo como se esperava que fosse no século XVI. Ao contrário de uma postura passiva diante da vida e em sua escrita, Teresa tem um atrevimento ao escrever, além do modo transgressivamente apaixonado, nada compatível com a candura abnegada de uma mulher da época. A sensualidade erótica que culmina em seu alucinado desejo de morte demonstra uma extrema consciência do corpo saturado de sexualidade, a consciência – ainda que vaga – do buraco negro insaciável do inconsciente que não se consegue libertar e se materializar em atos ou palavras. Ao contrário de Juana, sua irmã, a transgressão de Teresa está em dar a ver muito claramente todas as suas urgências sexuais.

Assim, Teresa descreve suas experiências místicas, gozosas do êxtase na presença de Jesus. Vale lembrar que as palavras êxtase e existência têm a mesma raiz e significam em grego ficar do lado de fora, ficar à parte de alguma coisa.

Destacaremos algumas citações:

Referindo-se ao mais alto estágio de oração, ela diz:

"não há sentir, mas um regozijar-se sem compreensão de sua causa, porque já não resta poder no corpo nem na alma, para comunicação desse gozo." (d’AVILA, 1977, p. 113).

"Como não pode compreender o que entende, é um não-entender entendendo." (d’AVILA, 1977, p. 117).

"[...] aquietado o intelecto, fique ali com Ele. Se puder, que se ocupe em ver que Ele o olha, fazendo-Lhe companhia, falando com Ele, pedindo, humilhando-se e deliciando-se com Ele, tendo sempre em mente que não merece estar ali. " (d’AVILA, 1977 p. 96).

 

Um novo modelo de Mosteiro

Em relação ao seu projeto de criar um novo mosteiro, com as condições que segundo ela, seriam necessárias, para a vida religiosa, Jesus lhe dizia para obedecer e esperar, que a seu tempo, Ele proveria a obra, que seria destinada a S. José e a Sta. Clara.

Mesmo que de início seu confessor e alguns outros lhe apoiassem, por ocasião da assinatura da escritura da pequena casa, que serviria como sede para o novo mosteiro, ela caiu no desagrado de suas companheiras, seu confessor, seu Reitor e muitos dos que sabiam das suas visões a ameaçavam com o perigo da Inquisição.

Quando seu confessor, jesuíta submetido à rigorosa hierarquia, enviou Teresa a seu superior, ela foi tomada por uma súbita coragem e tudo revelou. Para seu espanto, daí começou a vir um apoio irrestrito.

Após um tempo dedicada a cuidar de uma senhora enferma, que lhe apoiou, levando-a a presença do Prelado da comunidade, então seu amigo, Teresa recebeu apoio para dirigir o pedido de licença, diretamente ao Bispo, em Roma, como lhe fora anunciado por Jesus, em uma das suas aparições.

Assim, ao voltar à sua cidade, encontrou nas mãos do frade Pedro de Alcântara, o brevê que trouxera de Roma, autorizando a implantação sob sua jurisdição, do Mosteiro do glorioso São José. Nele, foi implantada a vida silenciosa, onde, além do momento da confissão, as monjas só se comunicavam com Deus e nem a visita de parentes era bem-vinda.

Com base nessa experiência, Teresa escreve outra obra - Caminho da Perfeição - com instruções, aconselhamentos e orientações às jovens irmãs, para que lhes permitissem alcançar o mais alto grau de oração, de serviço e entrega a Jesus.

 

 A arte barroca

A arte barroca rompe o equilíbrio entre a razão e emoção, entre a arte e a ciência, característico do Renascimento. Propõe a expressão e exaltação dos sentimentos, visando comover intensamente o espectador. É uma época de conflitos espirituais e religiosos. A igreja converte-se numa espécie de palco onde são encenados esses dramas. A fé deveria ser alcançada através dos sentidos e da emoção, e não apenas pela razão. O barroco traduz a tentativa de diálogo entre forças antagônicas: bem e mal, Deus e Diabo, paganismo e cristianismo, espírito e matéria.

“Doce embriaguez”, “beijo dos esposos”, “loucura celestial”, “delícias concedidas”, são expressões encontradas nos textos místicos, que atestam a profunda imbricação entre o erótico e o místico. Erotismo e religião caminham lado a lado, dialogam sem dificuldades. A linguagem que Santa Teresa d'Ávila adota para expressar suas vivências místicas revela claramente essa relação.

Vivo sem viver em mim,

E de tal maneira espero,

Que morro porque não morro

Vivo já fora de mim.

Depois que morro de amor,

Porque vivo no Senhor,

Que me quis para si.

Não por acaso é que, n'O êxtase de Santa Teresa de Bernini estão representadas características relevantes desse estilo, tais como movimento, os contrastes acentuados de luz e sombra, realismo, expressão intensa dos sentimentos, composição assimétrica em diagonal, o drapeamento e a sensualidade.

 

A loucura

Com o advento do enclausuramento da loucura a partir do séc XVII, a desrazão passou a ter maior abrangência, envolvendo todo tipo de transgressão, como devassos, libertinos, desocupados, rebeldes... Já a loucura entrou no domínio das patologias.

A origem da palavra razão vem do grego ratio, contar, medir, calcular, significação do logos em latim. Em ambas as línguas está ligada a capacidade de pensar e organizar a realidade com clareza, de forma compreensível. Isso se opõe à ilusão, as paixões, a crença religiosa e ao êxtase místico. (Ferraz, 2000, p 59) . Em que categoria, então, incluiríamos o arrebatamento descrito por Santa Teresa, chamado, quarto grau de oração?

"Nessa quarta espécie de oração, atingimos a uma alegria perfeita e inteiramente pura; sabemos que dela gozamos, embora sem saber como e sabemos que tal felicidade compreende todos os bens imagináveis, sem poder saber que felicidade é esta, todos os sentidos estão de tal maneira repletos e ocupados com esta alegria, que não poderiam se aplicar ao que quer que seja de interior ou exterior" (d’AVILA, p 125).

Por otro lado, encontramos em Miller, o conceito de psicose ordinária para falar de um campo semântico até então disperso: a psicose que deu certo. (MILLER, 2009 p.201).

Esses são os casos, em que Lacan apontou algum efeito compensatório estabilizador que evita as vivências psicóticas mortíferas e a passagem ao ato. Desde então, pode-se denominar a psicose clássica (schreberiana) de “extraordinária”, dada sua raridade quando comparada à frequência das psicoses ordinárias na atualidade. Esta reconceitualização da psicose permite sair da lógica do modelo deficitário (foraclusão de um significante no Outro) para sublinhar a conexão do significante e do gozo e, portanto, certa impostura do pai como garantia do Outro.

Como Teresa, Schreber afirma que Deus fala com ele e que demônios e vampiros zombam dele. Quer converter-se ao catolicismo para fugir à perseguição. Presencia milagres e ouve música celestial. (SCHREBER, 1984 p. 12). Entretanto, ele parece se entregar cada vez mais a fantasias místico-religiosas.

"Depois de tudo, nada mais me resta senão oferecer a minha pessoa ao julgamento de especialistas como objeto de observação científica. Este convite é o principal objetivo que persigo com a publicação do meu trabalho". (SCHREBER, 1984 p. 43).

Já Teresa age, duvida, para além das experiências gozosas do êxtase nos encontros com Jesus, Teresa escreve, ex-siste, faz um nome.

 

Para concluir, retornemos ao Nome

Todo o sujeito, muito antes até de "vir ao mundo", é tomado como objeto no desejo da mãe, depende dessa condição, como diz Lacan (1999 p. 188). Antes do acesso da linguagem, os significantes são marcados como signo no corpo do bebê, ausência de uma presença. A partir da entrada na linguagem, esses silenciosos pontos eróticos, indicadores da sua posição de gozo na fantasia, funcionarão como enigma para o sujeito. Grandes vazadouros de libido, permanecem indecifráveis, nas formações do inconsciente, tais como sintomas, sonhos, atos falhos, etc... (FREUD, 1976).

"Um falta-a-ser, falta constitutiva de um desejo de ser e de ter aqui, o que jamais terá e jamais será" (QUINET, 2000, p. 15). Entretanto, sabemos que na neurose, governa o império dos sentidos, cuja política se baseia na prevenção e no combate ao real em jogo na linguagem. Ou seja, o neurótico é aquele que, com o seu não saber, ainda, sustenta e garante o saber no Outro.

Como diz Teresa, da sua posição de gozo: "morro de não morrer".

Para Lacan, a linguagem está apoiada no fato de haver um significante que falta na cadeia de significantes, para que um sujeito aí possa se inserir, como enigma. É nesse lugar, que vai se instalar um nome, ou melhor, uma operação de nomeação, sustentada no significante primordial, que instaura a possibilidade de significação. Ao agente dessa operação, designamos Nome do Pai.

Como significante, ele não significa nada, apenas situa um sujeito, como resto de real na significação possível operada pela linguagem. Assim, entendemos que um nome está sempre a se fazer, sempre que um sujeito ocupa o lugar de fala.

É isso que Lacan quis dizer, ao falar dos Nomes do Pai, no plural.

"Mas o pai tem tantos e tantos que ele não tem Um que seja conveniente, senão o Nome de Nome de Nome. Não há um Nome que seja seu Nome-próprio se não como existência”. (Lacan, 2003, p. 559)

Se na psicose, a foraclusão do Nome do Pai, metáfora organizadora da significação deixa o sujeito à deriva, no mar da significância, sem porto para lançar âncoras da ficção, qual o estatuto que toma aí, o nome próprio? Sem efeito de metáfora, o significante ganha valor de signo, condenando o Ser a um único sentido, o da sua matéria.

"Se o neurótico habita a linguagem, o psicótico é habitado, possuído pela linguagem" (LACAN, p 248).

Entretanto, para os místicos Lacan dá outro destino. No Seminário XX, Mais ainda, Lacan diz que "o testemunho essencial dos místicos é justamente o de dizer que eles o experimentam, mas que não sabem nada dele" (p. 103). O gozo marca-se no corpo, como letra e busca a decifração. Decifrar não é reduzir o enigma a um sentido.

Assim, numa análise, as palavras são deixadas a rolar por um desfiladeiro de significantes, para perderem as arestas até tornarem-se rotas e banais como seixos de um rio.

Pensamos que a imagem construída por Bernini expressa o enlaçamento simbólico entre o divino e o profano, dando nome ao gozo feminino de Teresa de Jesus, esse gozo que se situa aí mesmo, onde se escreve o real da não relação sexual.  Como o nome próprio, a obra faz laço entre o real do corpo e as projeções imaginárias do desejo do Outro, que caem como resto metonímico da metáfora paterna.

Assim, se não fosse a arte, ou seja, o nome Bernini, restariam apenas o mármore frio da lápide, no altar de Santa Maria Maggiori.

 

Bibliografia

Ferraz, Flavio Carvalho. Andarilhos da imaginação - um estudo sobre os loucos de rua. Da razão e da desrazão, Casa do Psicólogo, S. Paulo: 2000.

Freud. Inibição, sintoma e Angústia. Edição Standard brasileira das Obras Completas de Freud. Rio de Janeiro: Imago, 1976 v. XX.

Jesús, Teresa de. Teresa von Avila. Ed. Ulrich Dobhan. Freiburg im Breisgau, 1979

Lacan, O Seminário livro 5 As formações do inconsciente, Zahar, Rio de Janeiro: 1999.

_____ , O Seminário livro 23 O Sinthoma. Zahar, Rio de Janeiro: 2007.

_____ , O Seminário livro 3 As Psicoses. Zahar, Rio de Janeiro: 2002.

_____ , Prefácio aO despertar da primavera, Outros Escritos, Zahar, Rio de Janeiro: 2003.

Miller et al., 2009,  La psicosis ordinaria: la convención de Antibes. 4a reimp. Buenos Aires: Paidós.

Montherlant, Henry de. Port-Royal. Gallimard, Paris: 1954.

Quinet, A. A descoberta do inconsciente, Zahar, Rio de Janeiro: 2000.

Schreber, Daniel Paul. Memórias de um doente dos nervos. Traduzido por Marilene Carone. Rio de Janeiro : Edições Graal, 1984.

Sta. Teresa d'Ávila. Escritos de Teresa d'Ávila, Livro da vida, Editorial Monte Castelo, Burgos: 1977.

 

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