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Questões sobre o Passe

Hernani Costa Junior

Psicanalista e Membro (AME) da Escola Lacaniana de Psicanálise de Vitória.

 

 

Resumo

As questões presentes neste texto são frutos do percurso em um cartel intitulado Sobre a experiência do passe e seu dispositivo, de anotações feitas naquele período, de trabalhos apresentados em torno dessa temática tão cara à formação do psicanalista, das experiências em minha Escola, bem como do vívido na minha própria formação. Aqui, encontra-se o apontamento de que há uma resistência ao Dispositivo do Passe que é contemporizado com as descobertas de Sigmund Freud em 1926, com as reflexões de Jacques Lacan em 1956 e, ainda, com o que este último trouxe com veemência com a “Proposição de 9 de outubro de 1967 sobre o psicanalista da Escola”.

 

Palavras-chave: Dispositivo, Resistência, Passe.

 

 

Quando recebi o convite para participar da mesa O Dispositivo do Passe, fui comunicado, por telefone, de que o tema seria sobre o Dispositivo Cartel. No entanto, quando comecei a receber os informativos, eu me dei conta de que fazia parte de uma mesa cuja temática era sobre o Dispositivo do Passe, e não Cartel. Penso ser importante colocar em cena essa questão, pois são os dois dispositivos propostos e privilegiados por Lacan para a formação do analista: o Cartel, desde 1964, com o “Ato de fundação”, e o Passe, com a “Proposição de 9 de outubro de 1967”.

Logo de início, eu me pergunto: o que é um DISPOSITIVO? Das várias acepções que encontrei para essa palavra no dicionário Houaiss, destaco três delas: 1. “que contém uma disposição”, 2. “mecanismo construído com determinado fim” e 3. “conjunto de ações planejadas e coordenadas visando a algo” (HOUAISS, 2009).

Imediatamente, uma associação ocorre: se reunirmos essas três acepções da palavra DISPOSITIVO (“disposição”, “mecanismos” e “ações planejadas”), podemos nos remeter ao uso do significante “base de operação” que Lacan utiliza no Ato de Fundação para dar um tom de força ao trabalho proposto para os cartéis.

Essa pergunta, por sua vez, implica outras: o que Lacan estaria pretendendo com essas propostas de dispositivos na formação do analista? “A questão da análise leiga”, texto precioso de Freud, nos daria alguma luz? Por que quando nos debruçamos sobre as questões da formação, principalmente com aquelas ligadas ao Passe, há sempre o vislumbre de crises nas Escolas?

É indispensável apontar a importância do Dispositivo Cartel na formação do psicanalista, uma vez que Lacan aposta que o cartel seja um artifício possível para operar uma minimização dos efeitos de idealização e demais fenômenos de massa que tendem a comparecer em toda e qualquer instituição. Depois de Lacan, a formação do psicanalista só pode ser pensada com a inclusão do cartel no seio da instituição. A célula mínima de trabalho numa escola de psicanálise é o cartel.

Se, por um lado, devemos acentuar a importância do cartel, por outro, não podemos deixar de buscar em Freud o que podemos considerar a base para as formulações de Lacan a propósito do Passe.

Em 1926, quando escreve “A questão da análise leiga”, Freud põe em destaque uma série de interrogações importantes nas observâncias de uma formação que se coloca no mundo, trazendo em sua origem os elementos dos seus próprios obstáculos. Isso, por sua vez, nos reporta a Lacan quando, em outubro de 1967, afirmou que “existe um real em jogo na própria formação do psicanalista”, sendo que “as sociedades existentes fundam-se nesse real” e que, além disso, “esse real provoca seu próprio desconhecimento, ou até produz sua negação sistemática” (LACAN, 2003, p. 249).

Em “A questão da análise leiga”, encontramos um Freud artista, criativo, ou melhor dizendo, inventivo, que coloca com isso, a céu aberto, a essência do psicanalista, esse traço precioso da invenção! A fim de sustentar a ideia de que não há “O” psicanalista, Freud constrói seu texto como uma estrutura similar ao dispositivo analítico. Cria um personagem fictício, alguém que irá apenas fazer as vezes de, alguém impessoal (aqui, cometi um ato falho: o que iria dizer era “imparcial”), com o intuito de promover o avanço de questões e a possibilidade de afetar o outro pelo viés do desejo. Durante o encaminhamento do texto, percebemos que Freud, naquela época, já destacava a análise como o primeiro dispositivo na formação do psicanalista. Nesse texto de 1926, Freud recomenda de modo incisivo, àqueles que demandam uma formação, que não acreditassem ser suficiente “parar de repente nos achados que são formulados na literatura analítica. Eles devem aprender a análise da única maneira possível – submetendo-se eles próprios a uma análise” (FREUD, 1996, p. 281).

A preocupação de Freud fundamenta-se na tentativa de pôr em contraste todas as ideias que, naquele momento, eram colocadas no sentido de instituir a formação do psicanalista em uma direção já tomada pela Associação Internacional de Psicanálise (IPA). A tese da IPA era a de que a doutrina funda a prática, isto é, haveria um saber capaz de ser ensinado. Nessa perspectiva, existiam os mestres, os mais velhos, os que sabiam e que deveriam ensinar aos mais novos, aos recém-chegados que nada ou pouco sabiam, aos discípulos. No entanto, em contraste com essa ideia da IPA e apontando a preciosidade do texto de 1926 de Freud, Annie Tardits, na obra As formações do psicanalista, nos diz: “mas a doutrina analítica não pode ser transmitida apenas pelo ensino teórico; alguém só adquire a convicção da justeza da teoria na prova que dela faz em sua própria análise, em seu corpo e em sua alma!” (TARDITS, 2011, p. 56).

A “Proposição de 9 de outubro de 1967 sobre o psicanalista da Escola” teve, por objetivo, quebrar com as formas instituídas e mostrar de onde nasce um analista. Na verdade, essas questões já começavam a dar sinais da preocupação de Lacan com a formação e a expansão da psicanálise no mundo, em seu texto “Situação da psicanálise e formação do psicanalista em 1956”. Esse artigo é uma denúncia quanto à falta de rigor conceitual e desvios éticos ao texto freudiano.

É importante situar uma passagem nesse texto de 1956: “se pudemos definir ironicamente a psicanálise como o tratamento que se espera de um psicanalista, é justamente a primeira, no entanto, que decide sobre a qualidade do segundo” (LACAN, 1998, p. 462). A ideia de que é a experiência da análise que produz um analista já estava posta nesse texto. Poderíamos dizer que encontramos em 1956 os primórdios conceituais para a passagem de analisando a analista ou, ainda, que a extensão é originada na intensão.

Em 1964, após a ruptura com a IPA, Lacan formula o seu “Ato de fundação” da Escola Freudiana de Paris. Esse texto coloca em cena duas questões importantes, DISPOSITIVO e   TRABALHO, ao afirmar o seguinte:  “Para a execução do trabalho, adotaremos o princípio de uma elaboração apoiada num pequeno grupo” (LACAN, 2003, p. 235). Esse pequeno grupo, CARTEL, é a “base de operação” que possibilita a experiência e a multiplicação através das permutas de uma nova modalidade de laço social entre os analistas em torno da elaboração do saber que sustenta a psicanálise.

É com a “Proposição de 9 de outubro de 1967 sobre o psicanalista da Escola” que Lacan vai precisar os fundamentos a propósito do Passe, tanto acerca da passagem de analisando a analista quanto em referência ao Dispositivo de verificação dessa passagem. Só a título de observação, logo no início desse texto, a Proposição, no lugar onde normalmente teríamos uma epígrafe, há uma recomendação do autor para que, antes da leitura do mesmo, tenha-se como referência o seu texto de 1956.

Com o texto da Proposição, Lacan reafirma o que vinha construindo desde 1956: que um analista só é produzido a partir da análise em Intensão – e com isso Lacan é categórico em afirmar que é a Intensão que funda a Extensão.

Essa proposta é revolucionária na medida em que faz um corte radical em relação aos modos operacionais de formação do psicanalista praticados até então. Em um desses modos, a Intensão não tinha relação com a Extensão, de forma que Intensão e Extensão caminhavam em paralelo, mas não se encontrando nunca; em outro, a Extensão fundava a Intensão, já que os antigos ensinavam aos novos – efetuando-se, portanto, o modelo adotado pela IPA. Podemos dizer que já nos primórdios da proposta do Passe, isto é, no texto de 1956, Lacan apontava que o modelo ético operacional de uma formação é aquele em que a Intensão funda a Extensão, e isso se formaliza com mais vigor em 1967, com a Proposição de 9 de outubro.

Philippe Julien, em “O passe e o lugar X”, afirma o seguinte:

 

se Lacan retirou das instituições da IPA a capacidade de autorizar a ser analista, não foi para confiá-la, em sua Escola, ao didata de determinado analisando. Mas – e esse é o ponto decisivo – também não foi para que cada didata lavasse as mãos, e nem tampouco a própria Escola. Isso seria descambar para uma mística do indizível e do segredo impenetrável. Na verdade, o “não sabido se ordena como âmbito do saber. O espantoso é que com isso se descubra alguma coisa”. É justamente essa a tarefa de uma Escola (JULIEN, 1997, p. 202).

 

Com o Passe, a Formação do Analista, até então uma formação instituída, dá lugar ao novo com a questão do “autorizar-se de si mesmo e de alguns outros”, apresentada por Lacan.

O fato de a Intensão fundar a Extensão cria uma antinomia com a instituição e abre a possibilidade do “Fazer Escola”. A verticalidade da mestria na formação é quebrada, os novos não mais estarão submetidos ao ensino e autorização dos mais velhos em seus percursos. Isso tem consequências.

Mesmo que seja impossível eliminar a hierarquia, surge um novo para se contrapor, o gradus. A própria inversão no modo de operar a formação nos dá uma ideia disso – é do não saber que algo poderá advir. O gradus não é grau, que é algo cujo sentido remete a hierarquia. Gradus tem um sentido completamente diferente, é algo que não obedece a uma ordem. Eu diria que, além de antinômico à democracia, o gradus é aquilo que se impõe. O gradus põe em evidência a singularidade, coloca em cena a diferença. O gradus é tudo aquilo que uma instituição não quer. O gradus é antigrupal, é algo que não desconhece a Lei, mas se encontra autorizado a quebrar regramentos. Se há um discurso que é capaz de promover o gradus esse discurso é o Discurso do Analista.

Um analista não deve estar alheio às questões que envolvem o gradus. Não deve se desresponsabilizar pelas consequências de um ato, qualquer que seja ele, principalmente se for um ato falho que, por si só, demanda uma leitura. Não é pouco frequente a manifestação de um ato falho em nossa Escola quando estamos falando do modo lacaniano de operar a formação: em lugar de se dizer: “a intensão funda a extensão”, afirma-se “a extensão funda a intensão”!

A hierarquia é consonante ao amor. A harmonia, a uniformidade, o grupo – tudo se torna forte e coeso. Moustapha Safouan, no livro Jacques Lacan e a questão da formação dos analistas, diz: “[...] a transferência, sabe-se, carrega o melhor e o pior; e quando ela se consolida na escala de um grupo, sem falar de um vasto grupo, torna-se indissolúvel. Mesmo um ato de dissolução não poderia ser suficiente aí” (SAFOUAN, 1985, p. 62).

Annie Tardits, a propósito do que Lacan escreveu em 1956, comenta o seguinte: “Ele pôde então escrever que a Suficiência é o grau único da hierarquia psicanalítica e sustentar que, contrariamente às aparências, [...] ela dá boas razões para que a Sociedade se diga democrática” (TARDITS, 2011, p. 158).

Essas observações do texto de 1956 são importantes para uma clareza maior quanto à proposta que Lacan vem fazer onze anos depois. Essa suficiência estava numa total conformidade com a instituição, vinha de uma autorização recebida de um Outro, dentro de um padrão hierarquizado e sem criar conflitos.

A suficiência apontada por Lacan é uma decorrência de um desconhecimento, ou mesmo uma recusa de saber do real de que se forma um analista. Os maiores problemas nas instituições analíticas são decorrentes dessa recusa em saber do real, optando-se, muitas vezes, pelo imaginário e se acomodando às formas instituídas. A hierarquia, nesse sentido, traz toda uma comodidade, diferentemente do gradus, cujo tecido é o real.

É nítida a persistência de Lacan em apontar que a Formação do Analista implica riscos e que não poderá ser uma formação normativa. O Discurso Analítico é assim, ele não se adequa a conformidades, ele se impõe e deixa consequências. E é justamente por isso que Lacan insiste na experiência do Passe, experiência essa que pode minimizar os efeitos narcísicos presentes numa comunidade analítica na medida em que há, com isso, uma aposta ética no desejo de cada um. As experiências de Passe numa Escola não são sem consequências. E são consequências singulares: para aquele que pede, para os que emprestam cada qual sua escuta e para aqueles que autenticam ou não uma passagem. Além disso, não podemos deixar de lembrar que a Escola sofre os efeitos dessas experiências.

Quando Lacan propõe levar em conta o real em jogo na formação, ele o faz não no sentido de eliminar o mal-estar propondo suficiências e idealizações de grupo, mas, ao contrário, propondo dar ao psicanalista o meio de reconhecer esse real. Os dispositivos de Escola viabilizam esse encontro, mas o Passe era o dispositivo no qual repousava a esperança de Lacan de que dali pudesse surgir um Dizer a proposito do encontro com esse real da passagem de analisando a analista. Lacan queria saber o que levava alguém, que chegou ao ponto de ver qual o destino que teve aquele que foi o seu analista, querer para si esse mesmo destino.

Na lição 9 do Seminário XV, O ato psicanalítico, Lacan afirma: “[...] o ato define por seu corte o que diz respeito à passagem onde se instaura, onde se institui o psicanalista”[1]. No momento em que se deu a destituição subjetiva e o deixar-se cair do analista, não há, nesse instante, a possibilidade de um dizer na passagem. Como é possível dizer do ato, no momento mesmo do seu acontecimento, se o que está em jogo nesse ato é a destituição do próprio sujeito que o instaura? Esse momento é como a relação entre o relâmpago e o trovão. Não há como se ter, a um só tempo, luz e som. Na passagem de analisando a analista, há que se fazer luz, pelo ato, para num só depois escutar, da psicanálise (o júri), o barulho do ato. Penso que um analista só se torna autor (no sentido de uma autenticação) do seu ato num só-depois, uma vez que a autoria do ato da passagem no acontecimento esteve entregue à autenticação do corte do próprio ato.

Mesmo que a proposta lacaniana do Passe já conte com pouco mais de 50 anos, podemos dizer que é ainda muito nova e de experimentação rara. Pensar em outras formas de verificação da passagem de analisando a analista, no momento atual, é abortar da Escola o que há de mais fértil para ela, que é o nascimento do Desejo do Analista.

É interessante observar que naquilo que diz respeito à experiência de cartel nas Escolas essa prática é irrefutável. No entanto, quando se pensa o Passe enquanto dispositivo, observa-se a presença daquilo que Freud nomeou de WIDERSTAND, termo que significa resistência, mas que, ao ser traduzido, perde algo desse sentido. Com efeito, WIDERSTAND não significa tão somente “resistir”, mas, em certa medida, também aciona algo da ideia de “contrapor-se” – ou seja, é quase uma espécie de contra-ataque!

Ao pensarmos em outras formas de verificação do passe que não a do dispositivo, corremos o risco de nos precipitar e dispensá-lo como se já tivéssemos esgotado nossa experiência na proposta lacaniana de verificação.

A passagem de analisando a analista se dá, de fato, no divã, na clínica, porém, dizer que essa passagem efetivamente se deu, isso só poderá ser confirmado num só-depois. É aqui que importa o operador de verificação que é o Dispositivo do Passe. Nesse sentido, é fantástico pensar o dispositivo com a mesma estrutura do chiste, pensá-lo como algo que poderá dar luz à sombra espessa, pois no momento mesmo da passagem de analisando a analista não há sujeito: é só como objeto que o analisando passa a analista.

O que se verifica no dispositivo é aquilo que diz respeito à passagem que já se deu, não se trata de uma passagem no divã e outra no dispositivo. Trata-se da verificação de um único passe.

Quando Lacan propôs em 9 de outubro de 1967 o Dispositivo do Passe, foi no sentido de criar um artifício que viabilizasse, através de uma interrogação lógica, uma resposta à sua pergunta: por que alguém vai querer ocupar um lugar de dejeto para um outro? Ele sabia que, na passagem de analisando a analista, esse esclarecimento não seria possível. É a partir dessa impossibilidade da própria estrutura do ato, que ele propõe o dispositivo. Trata-se de um artifício fora da tarefa, fora, portanto, da transferência analítica. No Seminário XV, O ato psicanalítico, Lacan diz: “[...] que haja uma espécie de cobertura estendida que não deixe ver que é um salto. Ainda é o melhor caso, apesar de tudo é melhor do que colocar uma pequena passarela bem segura, bem cômoda, porque então não haverá salto algum”[2]. É possível que ele tenha pensado que, num só-depois, poder-se-ia dissipar a sombra espessa que escondia o agente propulsor do salto. Desejo? E para que querer disso saber? A quem interessa? Interessa ao analista que, mordido pelo não-saber, insiste em Dizer; interessa à Escola e à Psicanálise que, levando a sério a recomendação de Freud, toma para si os significantes do analista e os transforma virulentamente em praga.

O Dispositivo do Passe é essa interrogação lógica que tem a estrutura do chiste em seu funcionamento. Tanto em um quanto em outro, a notícia do novo é confirmada pelo Outro. Em um, a Escola com o júri; no outro, o riso.

 

 

Referências

CHATEL, Marie-Madeleine. Passe. In: KAUFMANN, Pierre (Editor). Dicionário enciclopédico de psicanálise. o legado de Freud e Lacan. Rio de Janeiro: Jorge Zahar, 1996, p. 398-413.

FREUD, Sigmund. A questão da análise leiga. In: ___. Um estudo autobiográfico, inibições, sintomas e ansiedade, análise leiga e outros trabalhos (1925-1926). Trad. Jayme Salomão. V. XX. Rio de Janeiro: Imago, 1996.

HOUAISS, Antônio. Dicionário eletrônico Houaiss da língua portuguesa. Rio de Janeiro: Objetiva, [2009]. 1 CD-ROM.

JULIEN, Philippe. O passe e o lugar X. Entrevista concedida à Escola Lacaniana de Psicanálise do Rio de Janeiro, em 30 de outubro de 1997. Texto de circulação interna.

LACAN, Jacques. Le séminaire XV. L’Acte (1967-1968). Disponível em: <http://staferla.free.fr/S15/S15%20L%27ACTE.pdf>. Acesso em: 11 out. 2019.

LACAN, Jacques. Proposição de 9 de outubro de 1967 sobre o psicanalista da Escola. In: ___: Outros Escritos. Rio de Janeiro: Jorge Zahar, 2003, p. 248-264.

LACAN, Jacques. Situação da psicanálise e formação do psicanalista em 1956. In: ___. Escritos. Trad. Vera Ribeiro. Rio de Janeiro: Jorge Zahar, 1998. p. 461-495.

SAFOUAN, Moustapha. Jacques Lacan e a questão da formação dos analistas. Porto Alegre: Artes Médicas, 1985.

TARDITS, Annie. As formações do psicanalista. Rio de Janeiro: Companhia de Freud, 2011.

 

 

 

 

 

[1] Nos originais do Seminário 15, L’Acte (1967-1968), esse trecho da lição 9, de 7 de fevereiro de 1968, traz o seguinte: “l’acte définit par son tranchant ce qu’il en est du passage où s’instaure, où s’institue le psychanalyste” (LACAN, 1967-1968, p. 69). Disponível em: <http://staferla.free.fr/S15/S15%20L%27ACTE.pdf>. Acesso em: 11 out. 2019.

[2] Trecho extraído do Seminário 15, L’Acte (1967-1968), lição de 21 de fevereiro de 1968, onde se lê: “il y ait une espèce de couverture tendue qui ne fasse pas voir que c’est un « saut ». C’est encore le meilleur cas. C’est tout de même mieux que de mettre une petite passerelle bien commode qui alors n’en fait plus un « saut » du  tout” (LACAN, 1967-1968, p. 78). Disponível em: <http://staferla.free.fr/S15/S15%20L%27ACTE.pdf>. Acesso em: 11 out. 2019.

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