Publicações Digitais

Migração, língua e legado 

Teresa Palazzo Nazar

Médica, Psicanalista; Membro da ELP-RJ; autora dos Livros O Sujeito e Seu texto e Você tem fome de quê?

 

Introdução

Nos séculos XV e XVI, a “nau dos insensatos” era associada a uma paródia da Igreja Católica, a chamada “arca de salvação”. Tamanhos eram a força e o poder da Igreja, bem como a corrupção que nela grassava, que o teólogo e humanista holandês Erasmo de Rotterdam escreveu uma de suas mais famosas obras, O elogio da loucura (1509), dedicada ao amigo inglês Sir Thomas Morus. Esta sátira maravilhosa arranca toda e qualquer santidade dos poderosos, sobretudo os da Igreja, mostrando-os em sua cruel e hipócrita humanidade.

Na cultura ocidental encontram-se inúmeras alegorias, tanto na pintura quanto na literatura, da famosa “nau”, quando os descaminhos e errâncias do homem evidenciam sua perturbação psíquica por ser o que é, exilado de si mesmo, dividido entre “eu” e “outro”.

No século XX, em A história da loucura, Michel Foucault (1978) faz referência à “nau dos insensatos” a ela associando o que Erasmo de Rotterdam havia indicado como a presença viva do mal entre os homens.

A intolerância com o pensamento distinto da norma preconizada pela Igreja, no período medieval e na Renascença, bem como a evidência de um clero corrompido, levou ao surgimento do Protestantismo em 1517, quando Martinho Lutero publicou suas 95 teses contrárias aos abusos do clero na venda de indulgências. Esse alemão de fortes convicções religiosas conseguiu desencadear um movimento que se espalhou por toda a Europa moderna, levando às primeiras diásporas por razões político-religiosas.

É a partir desse olhar crítico sobre a intolerância do homem com o homem, sua concepção sobre o normal e o patológico a partir de seus pré-conceitos, que podemos encontrar em A história da loucura de Michel Foucault (1978) uma primeira indicação importante para o que o leva a nomear como “desenraizamento forçado” a busca por diferentes tipos de liberdade. Uma das consequências mais trágicas dessas rupturas é o apagamento da língua materna e das tradições nas gerações futuras. Cabe então perguntar o que acontece com a subjetividade de quem rompeu laços profundos com o Pai/Pátria, tanto por escolha quanto por imposição.

Se a vocação do sujeito é ser imigrante, isto é, estar sempre em movimento de um lugar a outro,

 

“[...] as imigrações parecem produzir uma espécie de histeria ‘experimental’. Em outras palavras aquele que é levado a ter que viver em uma comunidade que não é a sua de origem encontra-se na posição de quem não pode autorizar a sua palavra desde o Pai da cultura que ele habita. Se concordarmos em definir a estrutura histérica como uma certa paixão de ser outro, diferente e uma paixão que leva o sujeito a se afastar da sua própria filiação, eis que o imigrante se torna histérico por razões históricas ou sociais. Ser diferente, outro, pode levar a tentar esquecer a própria especificidade e seduzir a nova cultura. É o sonho – ou talvez a caricatura – da integração.” (MELMAN, 1992, p. 10)

 

 

Pode, também, e com muita frequência, causar uma ruptura simbólica cuja consequência é a impossibilidade de falar “em nome do Pai”. Desajustes, histeria e loucura propagam-se nas gerações seguintes.

Particularmente na história das migrações para o Brasil, é preciso levar em conta, além das imigrações europeias e asiáticas demandadas pelo Estado brasileiro, aquelas forçadas desde o período do Descobrimento até a atualidade, passando pelos três séculos de regime baseado na escravidão de grandes contingentes de africanos.

Esse trabalho pretende oferecer uma leitura do problema imigratório recente em nosso país, à luz da memória viva de alguns momentos cruciais de nossa história e o modo como tornamos invisíveis nossos traços fundamentais. Quais as consequências subjetivas disso no defrontamento com uma nova onda imigratória e emigratória em nosso território? Quais as consequências mais imediatas da não transmissão da língua e da cultura de origem?

 

 

Trabalho livre e imigração

 

“Ora, a essência de uma nação é que todos os indivíduos tenham muito em comum, e também que todos tenham esquecido muitas coisas. Nenhum cidadão francês sabe se é burgúndio, alano, taifalo, visigodo; todo cidadão francês precisa ter esquecido São Bartolomeu, os massacres do sul, no século XIII.” (RENAN, 1882 apud BESSA FREIRE, 2004, p. 134)

 

É preciso salientar que a questão da imigração no Brasil não se restringe apenas à onda europeia e asiática. É fundamental considerar o grande contingente humano oriundo da África como escravos, de cujo trabalho dependia toda a organização econômica e social da sociedade de então. Essa força de trabalho, não documentada e não remunerada foi, como se sabe, a base do crescimento econômico do Brasil; e o peso da desigualdade provocada por essa prática é ainda vivo na memória do povo.

Entretanto, o final do século XIX talvez seja o momento histórico da imigração mais esclarecedor para o entendimento de que trabalho e imigração são e sempre foram interdependentes. Foi Joaquim Nabuco a voz abolicionista e imigrantista deste período. Mesmo destacando-se como figura importante da Abolição, comprometido com a ideia de modernização pelo trabalho livre, não abdicou de apontar o imigrante ideal a partir de parâmetros racistas (VILLEN, 2018). Para ele e muitos outros, os “braços civilizatórios” excluíam os coolies[*] e privilegiavam o imigrante europeu branco, o que sublinhava a não inclusão do enorme contingente de negros e mestiços como “trabalhadores livres”.

Para Nabuco, o significado político da expressão “trabalho livre” subvertia a ideia de que apenas o capital era o grande responsável pela exigência de uma força de trabalho eficaz. Nas entrelinhas, esta eficácia estava diretamente ligada à predileção por imigrantes brancos, europeus. O trabalho oferecido às populações negras e mestiças, grande parte do nosso povo nessa época, restringia-se a uma continuação atenuada do regime anterior da escravidão.

Para “desafricanizar a nação” e “aperfeiçoar a agricultura” era necessário outro tipo de trabalhador, mais preparado para as exigências de uma sociedade que pretendia ter ares europeus. Tal preconceito em relação à população africana não fazia mais do que repetir o que havia acontecido à população indígena, desde o tempo do descobrimento do Brasil e o traço mais trágico para esses dois importantes componentes de nosso povo foi a perda de suas línguas de origem.

É verdade que permanecem vivas algumas poucas línguas africanas aqui e, em territórios de nossa Amazônia sobrevivem mais de cem outras, indígenas, cujos usuários resistem e as preservam zelosamente para as novas gerações. Entretanto, não há como negar a soberania da língua dominante, um português antropofágico, feito da incorporação de muitas palavras originadas dessas culturas, tão ricas quanto desvalorizadas no “brasileiro” resultante dessa maravilhosa mistura.

Fato é que a língua/herança portuguesa foi legada ao Amazonas em 1825, quando o poeta João Batista da Silva Leitão de Almeida Garrett, primeiro representante do Romantismo em Portugal, fez a leitura pública de seu poema – intitulado “Camões”.

 

“Soberbo Tejo, nem padrão ao menos ficará de tua glória? Nem herdeiro de teu renome? – Sim, recebe-o, guarda-o, generoso Amazonas, o legado de honra, de fama e brio: não se acabe a língua, o nome português na Terra.” (ALMEIDA GARRET, 1825, apud BESSA FREIRE, 2004, p.15)

 

Nesse belo tributo, o poeta português nos faz escutar as vozes esquecidas dos desterrados, daqueles que partem sem saber se retornarão. São os infelizes sem Pátria, aqueles que esqueceram a própria língua para se integrarem a uma nova cultura ao adquirir novo idioma. Eles carregarão para sempre a marca dessa perda. O início do poema de Garrett pode bem apontar a dor que não passa: “Saudade! Gosto amargo de infelizes, delicioso pungir de acerbo espinho” (ALMEIDA GARRET, 1963)

A questão das línguas amazônicas, e muito especialmente a da Língua Geral, levanta discussões interessantes sobre o conceito de língua materna, sobretudo em psicanálise, assunto a ser tratado mais à frente. Entretanto, é fundamental recortar algumas questões políticas que ameaçavam a soberania territorial e, por isso, levaram a coroa portuguesa a mudar radicalmente sua forma de conduzir o frágil governo na província do Grão-Pará (Amazonas e Pará) e demais regiões amazônicas, bem como em outros territórios brasileiros. É que até 1720 a política portuguesa havia optado pela Língua Geral da Amazônia e Língua Geral Paulista, oriundas do Tupinambá, para facilitar o trabalho cotidiano, sobretudo na região da Amazônia, a ponto de o rei de Portugal cobrar, em 1722, que os carmelitas, missionários e franciscanos aprendessem a “língua de trabalho”, coisa que os jesuítas já haviam feito amplamente.

Contudo, em carta régia de 12 de setembro de 1727, as ordens começaram a mudar: ficavam os índios, negros e demais obrigados a “esquecer” a Língua Geral e aprender o português. Essa medida devia-se ao risco de ver o português banido das capitanias, já que se constatou que sequer os filhos dos próprios portugueses tinham o domínio do idioma. Em 1759, Xavier de Mendonça Furtado enviou ao reino de Portugal:

 

“A V. Exc. he bem constante as repetidas ordens que os nossos augustos monarchas expedirão para que em benefício comum deste Estado se extinguissem a perniciosa e abominável lingoa que aqui improprissimamente deram o nome de Geral, cuja diabólica invenção produzio nestas partes a real separação das gentes em consequência da qual se poz o mesmo Estado na confusão e desordem que a V. Exc. tem sido bem evidente. (ABAPP/Annaes da Bibliotheca e Archivo do Pará-Belém, 1901 apud BESSA FREIRE, 2004, p. 121)

 

 

Desse modo, Portugal tratou de reparar o grave erro de interpretação ao supor que permitindo uma “língua de trabalho” na região da colônia facilitaria o submetimento e a lealdade dos índios, colonos e demais, à coroa e seus interesses... além de afastar os países estrangeiros de suas influências sobre os povos da região. Portugal consolidou suas fronteiras “portugalizando” a Amazônia através da língua, mas é claro que isso não foi sem sérias consequências e muito menos se deu de forma homogênea. Foi preciso mais algum tempo, quase século e meio, para que a língua portuguesa fosse adotada, definitivamente, pela maioria dos membros da colônia.

A província amazônica foi a última região do país a ter uma população com o português como língua materna e isso não ocorreu pela violência e sim em função da divisão internacional do trabalho, na produção da borracha, fazendo com que mais ou menos 500 mil nordestinos (à época considerados “nortistas”) versados no português para ler e escrever para lá fossem entre 1872 e 1910 na intenção de encontrar trabalho e o direito de um pequeno pedaço de terra onde pudessem se estabelecer.

A questão da língua materna – importante, e mesmo fundamental, para a integração da região amazônica ao restante do Estado brasileiro – e o fato de que nem mesmo os portugueses que vinham de Portugal eram realmente versados na escrita pode ser ilustrada pela experiência do naturalista e explorador inglês Henry Bates.

Ao navegar pelo baixo Amazonas, em 1849, cuja embarcação abrigava uma tripulação mista de homens tapuios e portugueses, Bates cita o caso de um jovem de Trás-os-Montes, iletrado, enquanto vários índios ali eram versados na Língua Geral e no português. Este jovem conta que aos 10 anos deixara seu povoado, Póvoa de Varzim, no norte de Portugal e fora para o Pará onde ficara por nove anos, já tendo o domínio absoluto da Língua Geral. Porém, certo dia encontrou vários livros bem conservados dentro de um cesto. Ele diz: “Ao completar meus 12 anos, envergonhei-me por não saber ler” (BESSA FREIRE, 2004, p. 221). E foi ao tomar conhecimento do poema “Camões” de Garret que o jovem português iletrado pôde, tentando decifrar o que ali estava escrito, “pôr fim à sua vergonha”.

Esse jovem, Francisco Gomes de Amorim (1827-1891), passou a organizar sessões coletivas de leitura para os tapuios, pretos, mulatos e demais iletrados, levando as histórias europeias para aqueles que não teriam acesso a elas senão por um bom contador, o qual, tendo passado pelo iletramento, tornou-se o primeiro escritor português a fazer da Amazônia seu celeiro de instrução e a difundir, a partir da longínqua Alenquer, no baixo Amazonas, toda a riqueza e importância integradora da literatura.

Mas é preciso dizer que a importância da transmissão da literatura oral não pode ser menosprezada. E isso ocorreu com as línguas indígenas em nosso país, pois, ao promover a obrigatoriedade do uso do português, relegou-se ao esquecimento a Língua Geral, e esta, feita dos restos de várias outras línguas indígenas já esquecidas, amputou elementos identitários fundamentais às nações envolvidas.

 

 

Língua materna, nomes-do-pai e nova onda imigratória no Brasil

 

“Saber uma língua é muito diferente de conhecê-la. Saber uma língua quer dizer ser falado por ela, que o que ela fala em você se enuncia por sua boca, como destacado, a título do ‘eu’.” (MELMAN, 1992, p. 15)

 

A maneira como a psicanálise se apropria do termo “língua materna” subverte o que se costuma entender por esta expressão. Como bem diz Melman (1992), fala-se porque a mãe, como objeto, foi interditada; daí que “língua materna” é a língua de exílio de todo sujeito:

 

“É verdade que a língua deve sua significância a este interdito. A partir daí, graças a seu jogo poético mas também aos lapsos, deslizes e tropeços que o falante nela introduz, se dá a escutar aos locutores um desejo que lhes é comum (já que é a mesma mãe) e que é sempre desejo de uma coisa diferente do que a língua pode oferecer, uma vez que esta outra coisa está interditada apesar de ter causado o desejo.” (MELMAN, 1992, p. 32)

 

 

O que foi interditado cai sob a ação do recalque (esquecimento) e ao mesmo tempo isso que aparece nos tropeços da fala são formações de elementos inconscientes que retornam, nostalgicamente e em memória do que não se pode lembrar. Mas o que não se lembra pode, no entanto, ser escutado no jogo dos significantes, entonação, musicalidade da língua materna.

Ao falar uma língua estrangeira apagam-se os significantes inconscientes que exprimiriam o desejo de origem. Talvez por isso, e na tentativa de manter o laço com a língua materna, é frequente aprender um novo idioma conservando a musicalidade da língua original, o que sempre confere estranheza a quem é nativo ao escutar um imigrante se expressar no idioma que adotou.

Melman aponta algumas questões muito interessantes quando se leva em conta o que estrutura a aquisição da língua materna. O exílio da mãe – consequência da entrada do infans no campo da fala e da linguagem para tornar-se sujeito falante – só pode ocorrer por intervenção dos Nomes-do-Pai, os quais constituem o interdito fundamental, permitindo a inscrição de todo e qualquer sujeito no campo das trocas simbólicas, campo da cultura. Ao preço da perda do “ser de natureza”, o sujeito encontra modulação da pulsão através do significante, sua Lei.

Sem dúvida, os interditos sempre mobilizam o sujeito no seu desejo de saber, daí podermos dizer que todo desejo é migrante. Entretanto, há situações que vêm recobrir o deslocamento voluntário causado por diversas questões.

Se não se pode mais estar e criar raízes num lugar, só resta dele partir, mesmo que isso se dê com muita tristeza, ainda que haja um risco grande na jornada e incertezas em relação ao local onde se quer chegar. É a sobrevivência que impulsiona esses sujeitos, mesmo diante do perigo extremo. É a necessidade de garantir um futuro para si e para os seus que pode fazer um homem enfrentar “mares nunca dantes navegados”.

O drama dos imigrantes é que esses indivíduos fogem de situações insuportáveis as mais diversas e muitas vezes não conseguem falar a razão que os mobilizou, sobretudo se a causa foi uma situação de horror, como uma guerra. Querem esquecer a dor sofrida.

A psicanálise mostra ao sujeito que, ao falar a um outro de seu sofrimento, quebra-se o silêncio mortífero, cria-se a possibilidade de algum acolhimento. Endereçar na fala a razão da dor de existir é dar voz ao inconsciente, é criar uma via de separação entre o sujeito e o objeto de sua angústia, mesmo que no retorno do que ficou sem palavras não se consiga encontrar alguma representação para o que se fez calar. Exilado de sua terra o sujeito só tem seu discurso como memória e a língua como pátria.

 

“[...] a memória, para que possa funcionar bem, tem necessidade de um treino incessante: se as lembranças não forem evocadas, continuamente, em conversas com amigos, elas desaparecem. Os exilados, reunidos em colônias de compatriotas, contam entre si até a exaustão as mesmas histórias, que, desse modo, se tornam inesquecíveis [...] Quanto mais forte é a sua nostalgia, mais ela se esvazia de lembranças [...] Pois a nostalgia não intensifica a atividade da memória, não estimula as lembranças, ela basta a si mesma, à sua própria emoção, tão totalmente absorvida por seu próprio sofrimento.” (KUNDERA, 2015, p. 26)

 

Aquele que abandona a terra de origem leva na bagagem a pergunta “e se eu ficasse?” Em outro país, junto às dificuldades em aprender o novo idioma para se integrar à cultura vigente surge um sentimento de culpa disfarçado de nostalgia.

Um supereu exigente impõe ao estrangeiro a obrigação de excelência em qualquer escolha, seja no trabalho ou na família. Para que a imigração seja válida é fundamental refazer o nome no país de adoção. Só o sucesso poderá, secretamente, validar a partida e, ao mesmo tempo, redimir o sujeito do que ele perdeu. Não é esse o ponto de repetição em toda a história imigratória da humanidade?

E o país que recebe esses cidadãos vindos de todas as partes para oferecer sua força de trabalho, sua cultura e, principalmente, sua descendência, precisa lembrar que esta é a vocação da humanidade: imigrar para viver, semear outros campos e colher novos frutos.

 

 

Referências

ALMEIDA GARRET. Obras de Almeida Garret, v. II. Porto: Lello e Irmãos, 1963.

BESSA FREIRE, Ribamar S. J. Rio Babel. Rio de Janeiro: Eduerj, 2004.

FOUCAULT, Michel. História da loucura. São Paulo: Perspectiva, 1978.

KUNDERA, M. A ignorância. São Paulo: Companhia de Bolso, 2015.

MELMAN, C. Imigrantes. São Paulo: Escuta, 1992.

ROTERDAM, Erasmo de. Elogio da loucura. Rio de Janeiro: Ediouro, s/d.

VILLEN, Patrícia. (In)visíves globais: imigração e trabalho no Brasil. São Paulo: Alameda, 2018.

[*] Coolie é um termo usado historicamente para designar trabalhadores braçais oriundos da Ásia, especialmente da China e da Índia, durante o século XIX e início do século XX. Atualmente, nos países de língua inglesa, o termo é considerado um apelido pejorativo e racista para designar pessoas de ascendência asiática.

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