QUEM SOMOS

Estudos sobre o Passe

A Escola oferece o dispositivo do Passe àquele que demanda testemunhar sua passagem de analisando à analista.
Tal testemunho deverá promover um trabalho de elaboração, que permita a transmissão da experiência do impossível na Psicanálise.

Do dispositivo:

O sigilo, orientado pela ética psicanalítica, é a base do funcionamento deste dispositivo montado com outras escolas lacanianas que reconheçam o passe como uma experiência necessária para a formação do psicanalista e sobrevivência da psicanálise.

Do dispositivo desta escola poderão participar AMEs de outras escolas de orientação lacaniana.

Do secretário do passe:

Cabe ao secretário do passe acolher o pedido daquele que quiser oferecer seu testemunho. O secretário do passe poderá discutir a pertinência de cada pedido, com o objetivo de seu possível encaminhamento a um dispositivo na Escola.
Diferentemente de outras, as candidaturas à secretaria do passe serão encaminhadas ao diretório, o qual indicará um dentre os nomes propostos. O AME escolhido para ocupar a posição de secretário do passe necessitará ter sua indicação ratificada e eleita em Assembléia. Após nomeado, o secretário toma ciência dos nomes indicados para passadores, bem como da lista de AMEs cogitados para o júri de acolhimento. O Secretário do Passe acompanhará as experiências em curso, até suas conclusões, mantendo em sigilo o nome do solicitante ao Passe.

Dos Passadores:

O secretário manterá atualizada a relação dos AMEs da escola para possíveis indicações como passadores. Havendo um pedido de passe, cabe ao secretário sortear junto ao diretório dois membros da relação de AMEs. indicados para tal função, mantendo em sigilo os nomes sorteados. Caberá aos  passadores a função de escutar o depoimento e, ao final transmiti-lo ao júri.

Do júri de acolhimento:

O júri de acolhimento será composto por membros da ELP-RJ e membros de outras Escolas convidadas, que já tenham experimentado a posição de solicitante ao Passe num dispositivo.

Se nas listas, já de posse do secretário do passe, houver mais de quatro membros passíveis de compor o júri, será feito um sorteio nos mesmos critérios utilizados para a escolha dos passadores. O sorteio será também realizado na presença da Analítica da Escola.

Do trabalho do júri:

O júri terá o mínimo de um ano e o máximo de dois anos para trabalhar cada pedido. Este trabalho estará baseado, fundamentalmente, no que pôde ser lido da escuta não só dos passadores como também de cada membro do júri, seus sonhos, chistes, sintomas, atos falhos, etc. Esses efeitos possíveis, transformados numa produção de cada membro do júri, será tornado público às escolas como uma elaboração simbolizada.

Das nomeações:

Apostamos em um dispositivo que dissemine na Escola, trabalho e saber sobre o tornar-se psicanalista. Portanto, cada experiência de passe poderá ter valor ético de nomeação simbólica para um psicanalista no âmbito das escolas envolvidas nesta experiência.

Optamos pela montagem de um dispositivo que prioriza o acolhimento de um pedido de passe, onde o trabalho realizado em torno do que se diz possa colocar em evidencia o dizer de um novo nome de analista.

Com isso, supomos ser possível recolher, no turbilhão das experiências, os critérios de afirmação e/ou mudança desse dispositivo em relação a futuras possíveis nomeações.

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ESCOLA LACANIANA DE PSICANÁLISE - RJ

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