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Biografia: escrita de uma memória

Teresa Palazzo Nazar

 

Freud está sentado à escrivaninha, as letras firmes sobre o papel aparecem com a rapidez do entusiasmo de alguém enfrentando “a grande reviravolta de sua vida”! A carta é para sua noiva, Martha, e ele a está escrevendo, em 1885, pouco antes de completar 29 anos:

 

“Levei a bom termo um de meus projetos. É um projeto que muitos desafortunados, que ainda não nasceram, terão que deplorar um dia. Como não adivinharás a que tipo de pessoas me refiro vou te dizer. Trata-se de meus biógrafos. Destruí todos os meus diários dos últimos quatorze anos, as cartas, as fichas científicas, os manuscritos de meus artigos... Todos os meus pensamentos e sentimentos, no que concerne ao mundo em geral e a mim em particular foram julgados indignos de um prolongamento de existência. Será preciso repensar tudo isto outra vez, e eu não tinha rabiscado pouco... Quanto aos biógrafos, que se lamentem! Não temos a menor vontade de lhes facilitar a tarefa; cada um deles terá razão em sua maneira pessoal de explicar o desenvolvimento do herói.” (MANNONI, 1975, p. 15)

 

O que poderia ser mero detalhe curioso acerca da trajetória luminosa do Pai da Psicanálise suscitou em nós uma pergunta sobre o gênero literário da biografia. Afinal, qual a motivação para alguém decidir produzir um escrito desse tipo?

A biografia é um modo de apagamento da verdade, na medida em que está submetida ao olhar do biógrafo e às vicissitudes dos rastros de quem é o objeto, pelo menos aparente, de sua pesquisa. Dizemos aparente porque suspeitamos, vivamente, das razões que levam alguém a escolher este ou aquele indivíduo para biografar. Não seria por alguma razão do próprio inconsciente do biógrafo, algo de enigmático em sua história clamando por deciframento, que o levaria a se interessar por contar a vida de outro? E, de que outro se trata?

Sim, porque não é por acaso que se decide escrever uma biografia e o objeto da mesma guarda um enigma de difícil solução, uma razão secreta até mesmo para o biografado em questão. Heads I win, tails you lose... (Cara: eu ganho, coroa: você perde), diz o ditado, para ilustrar que não temos saída quando somos levados, mesmo que por razões desconhecidas, a nos debruçarmos sobre os restos dispersos da vida de alguém. E não é preciso que esta pessoa esteja viva para que a história seja mais ou menos verdadeira. É que a experiência mesma escapa até para aquele que a atravessou; o que podemos relatar é sempre devedor de uma censura que modifica e torna aquela experiência em boa ou má ficção sobre a verdade, mas sempre uma leitura submetida ao inconsciente, aos elementos de uma memória cujo único compromisso é repetir-se faltosa. Quer dizer, por ser impossível dizer a experiência, ela só poderá ser interpretada e relatada de acordo com “a mentira” implícita ao jogo de palavras, nas elaborações e descaminhos da fala e da linguagem.

O biógrafo é um investigador em busca de uma verdade impossível, cujos restos ele seleciona, compila e articula de acordo com sua interpretação do material recolhido. E a montagem ficcional resultante mostra um biografado cuja vida é pintada com as cores da fantasia de quem dela se ocupou.

Não estamos dizendo que o biógrafo não tenha compromisso com a verdade, que sua intenção não seja a de dar lugar de dignidade e fazer saber, no público, o que caiu nas dobras do esquecimento. É que esse verdadeiro testemunho de uma existência tem limites e o narrado é insuficiente e cheio de incompreensões, preconceitos, venerações idealizantes que mostram um biografado cuja história contada apresenta os equívocos intrínsecos ao sentido do discurso apresentado.

 

A escrita na análise e o trabalho do biógrafo

Ainda assim, pensar a relação da arte da biografia com o processo psicanalítico implica fazer uma distinção fundamental: é que a verdade analítica visa, justamente, o que o biógrafo não teria como saber, isto é, o trabalho de reconstrução tem compromisso com uma memória que, se não pode ser acessada por outra via além da que a pesquisa no lugar da rememoração é capaz de fazer, é porque a verdade dos fatos é inacessível.

Entretanto, se o caminho é ficcional, o alvo é real! Vejamos como se dá na análise. O movimento da transferência estabelecido entre analisando e analista permite que o primeiro atualize os momentos de sua história renomeando o que esta teria sido, a partir do que é possível experimentar no aqui e agora da transferência. Embora o analisando não saiba do inconsciente, o psicanalista sabe e precisa ter prudência para não tomar para si o que está sendo dito... Que ele seja a testemunha em ato de um saber novo, se mostrando como pequenas e preciosas verdades vindo a ocupar o lugar dos sintomas. O biógrafo parte, também, do estabelecimento de uma transferência com aquele que pretende biografar. Algo na história pública dessa pessoa o captura, faz enigmas, passando a funcionar como um sintoma a decifrar.

O trabalho de reconstrução ficcionada da verdade é similar à montagem de um quebra-cabeças ou ao trabalho do arqueólogo, o qual junta os restos que lhe caem nas mãos e, pouco a pouco, como na leitura de um sonho, tece a história a ser contada.

Mas há um elemento fundamental em todas essas afirmações: o fato de o pesquisador ser movido por um desejo que ultrapassa a demanda que o conduz em sua pesquisa. A “realidade” que impulsiona o biógrafo lhe é desconhecida porque inconsciente. Queremos dizer que todas as justificativas, nas quais se apoiam o interesse no biografado, encerram algo de seu desconhecimento sobre sua própria história.

Talvez seja essa uma boa pista para entendermos o porquê desse gênero especial de literatura, o que motiva alguns escritores a empreendê-lo. O caminho da história a ser reconstruída terá que passar por certas vias, e estas, de modo algum, serão aleatórias. Elas estarão na dependência de algumas associações significantes, remontando à cena inconsciente do próprio biógrafo. Pois, sem saber, movido por um desejo que desconhece, articulando elementos da vida do biografado, costurando uma narrativa guiada tanto pelos vestígios recolhidos quanto pelo que não sabe de seu próprio inconsciente, o biógrafo nos leva a pensar que, de certo modo, a vida daquela pessoa é uma espécie de artifício para que ele traga à luz alguns elementos de sua fantasia, na esteira do que vai organizando no escrito sobre o outro.

O que acabamos de apontar não tem importância para os leitores da biografia, no entanto, é instigante para pensarmos algumas questões que interessam à psicanálise. Por exemplo, será que podemos tomar uma análise como uma experiência de escrita biográfica? Será que existem elementos semelhantes no trabalho da transferência que se opera entre o psicanalisando e o psicanalista e a transferência de trabalho necessária entre o biógrafo e o objeto de sua pesquisa?

Longe de pretendermos uma resposta rápida, interroguemos o nascimento da psicanálise, as reflexões de Freud e o que se denominou, equivocadamente, sua autoanálise, pois, em carta a Fliess, de 7 de julho de 1897, ele descreve o que é a transferência sem se dar conta do valor teórico ali contido:

 

“Continuo a não saber o que me aconteceu. Alguma coisa veio das profundezas abissais da minha própria neurose e se opôs ao meu avanço na compreensão das neuroses e tu, ignoro por que, estavas implicado nisso. A impossibilidade de escrever que me afeta parece ter por fim molestar nossas relações. Não possuo a menor prova de tudo isso e só se trata de impressões inteiramente obscuras.” (MANNONI, 1975, p. 42)

 

 

 

Autobiografia, autoanálise ou biografia científica?

Em outubro de 1896, Freud havia perdido o pai, Jacob Freud. Em 15 de outubro de 1897, escreve uma carta ao amigo Fliess. Tendo rompido com a teoria do trauma[1] o que vem à luz é toda uma elaboração sobre o Édipo. A morte do pai trouxera de volta o passado íntimo, deixando-o em profunda tristeza, mas não deprimido. Pois ele usou-a excepcionalmente bem, produzindo uma elaboração científica que lhe serviu de trabalho de luto. Trabalho este que pôde ser concluído muito mais tarde, e que foi sendo tecido ao longo de sua obra. A escrita desta obra pode ser tomada como um processo autobiográfico, sem ser, exatamente, relato declarado de sua história pessoal, mas trabalho científico, insistência em dar seu testemunho a partir do tomar a si próprio como alguém que precisava analisar seu Édipo e as implicações deste em sua própria vida. Comparando sua experiência com a de seus pacientes, pode-se constatar o extraordinário trabalho realizado.

 

“Assim, Freud reconhecia que ninguém, nem mesmo ele, é Todo Mundo. Mas com a devida cautela, levando em conta as variações que fazem de cada indivíduo exatamente o que ele é – um indivíduo – Freud estava disposto a ler sua própria experiência mental para melhor entender a de seus semelhantes. Embora decidido a manter sua privacidade e avesso a revelar sua vida íntima a estranhos, ele cedeu à pressão, em prol de sua ciência, de ser indiscreto a seu próprio respeito. Foi simplesmente mais uma fonte de material; Freud esperava limitar seu caso ao puro valor de prova psicanalítica e ao poder explicativo de suas formulações. Se ele considerou a perda de seu pai como a perda mais decisiva que poderia sofrer, o impacto de tal tragédia devia e podia ser drasticamente diferente em outros indivíduos.” (GAY, 2015, p. 106)

 

 

Entretanto, é preciso que se diga que Freud nunca reconheceu seu processo como autoanálise, muito pelo contrário, ele o considerou impossível. Sabemos que a simples existência de Fliess permitiu que a análise se desse (mesmo este não estando sequer em Viena, mas em Berlim) por meio da mobilização do desejo inconsciente, em Freud, através das numerosas cartas – que hoje não cansamos de consultar e que tanto nos instruem sobre o conceito de transferência, percurso de análise e queda dos ideais.

Porém, a questão mais importante que delas podemos depreender, e que se faz necessário sublinhar aqui, é o que esse homem genial que foi Freud pôde fazer com seu desejo, com os afetos enigmáticos que dele emergiram, usando-os como trilha para o vazio do desejo. Refiro-me ao “inumano no coração da pulsão”.[2] Com isso pôde mostrar que a função da análise não acaba no eventual sucesso que esta possa oferecer ao sujeito, levando-o a reconhecer seu lugar na polis, na família, no trabalho. A função da análise é muito maior que a simples conciliação do sujeito consigo mesmo e com o semelhante. Na verdade, toda análise leva ao fracasso dos ideais.

 

Freud e seu legado para a humanidade

A experiência psicanalítica de Freud, sua biografia revista sob o ponto de vista da transferência com o próprio objeto de pesquisa – o inconsciente –, permite-nos dizer que ele abriu o caminho para entendermos que não ceder em seu desejo significa ultrapassar a barreira do sofrimento psíquico, em forçar as expectativas e a vontade de satisfação imediata, sob a égide do Princípio do Prazer, para alcançar algo que não era evidente em seu tempo, isto é, outra concepção do humano, mais além do homem da razão e dos progressos da ciência.

O que a modernidade de seu tempo lhe ofereceu como experiência a ser atravessada no meio da euforia causada pela Revolução Industrial, os efeitos do humanismo e todas as novas descobertas – sobretudo no campo da ciência – defrontaram-no com uma verdade dolorosa e difícil de aceitar. O homem sonha com a felicidade, mas a busca da felicidade é já um sintoma, na medida em que no cerne do desejo está algo que desconhece, e pior, não quer saber. O umbigo do sonho é esse desconhecido que nos faz despertar; esse real inalcançável de uma memória esquecida, retornando na vida onírica e na vigília também.

Podemos dizer que Freud escreveu sua obra trabalhando sobre seu próprio texto, “biografando” o sintoma resultante de sua condição de judeu não religioso, filho preferido e incensado pelos pais, homem de ciência e, sobretudo, alguém que extraiu de seu desejo de saber sua falta-a-ser, isto é, a pura negatividade de um desejo desprovido de imagem identitária; confronto com o inumano no interior do desejo, despersonalização que o levou a uma práxis emancipada de todo preconceito, mas aberta às novas conceituações do homem, a partir de sua relação com seu inconsciente e, consequentemente, com o mundo.

Aliás, o mundo em que viveu estava em franca ebulição, e suas cartas, dirigidas aos maiores intelectuais que lhe eram contemporâneos, muitos deles amigos e interlocutores preciosos, mostram claramente suas preocupações com o futuro da psicanálise e, de modo mais abrangente, com a humanidade. Os artigos que escreveu durante a Primeira Guerra Mundial, e os seguintes, no entre-guerras, levaram-no a exibir sua profunda surpresa com a terrível realidade de uma sociedade incapaz de sustentar suas conquistas civilizatórias. Para Freud,

 

“a guerra havia degenerado num conflito mais sangrento do que qualquer antecedente e provocara aquele ‘fenômeno praticamente inconcebível’, uma explosão de ódio e desprezo pelo inimigo. Freud, homem que se surpreendia com pouquíssimas coisas, surpreendeu-se com o medonho espetáculo da natureza humana em guerra.” (GAY, 2015, p. 362)

 

 

Com todo o esforço realizado por milênios em direção a uma civilização mais digna de sustentar esse nome, o homem mostrou-se frágil diante da força pulsional. Freud nos diz, com toda a clareza, que a guerra arrancou do homem suas certezas civilizatórias, deixando em evidência o que nele há de primitivo, em sua pulsão de destruição.

Falar de Freud e do período das duas Guerras Mundiais implica mencionar seus mais próximos amigos e a correspondência mantida com eles. Estes homens não apenas discutiam os acontecimentos terríveis que assolavam a Europa, mas muitos deles, escritores e biógrafos importantes, como Romain Rolland e Stephen Zweig, usavam de sua arte literária para fazer veementes protestos à situação racista, autoritária, profundamente intolerante que varria o velho e claudicante mundo.

Entretanto, Freud era um solitário em sua tarefa biográfica, já que a única biografia que o interessava era a científica, essa que havia pautado toda a sua via e, ao fim de algumas décadas, tendo perdido tantas pessoas que lhe eram queridas, sofrido o abandono de alguns importantes discípulos e passado por uma guerra horrorosa, um câncer avançado e o início de outro grande conflito mundial, Freud parte para o exílio, para “morrer em liberdade” (GAY, 2015, p. 629). Leva na bagagem seu último grande manuscrito, Moisés e o monoteísmo, obra que revisita não apenas conceitos já estabelecidos mas, sobretudo, seus próprios fantasmas e, neles, uma reflexão profunda sobre a função da lei e da indomável Pulsão de Morte. Ali, o Pai da Psicanálise se interroga sobre “o que fez do judeu o que ele é?” (Idem, p. 642). Mas ele generaliza a questão estendendo-a para o conceito de religião, dialogando com outra obra, de 1927, O futuro de uma ilusão. Então, como diz Peter Gay, por que não chamou o livro de “O passado de uma ilusão”? (Idem, p. 642).

Em Moisés e o monoteísmo, Freud faz a releitura de todo o seu percurso, mas o que mais nos chama a atenção é sua determinação quanto à questão da liberdade. Talvez a busca da liberdade tenha sido sua única e grande questão, aquilo que buscou desde sempre, tendo encontrado a resposta com a elaboração de sua obra e a escuta de seus pacientes. A liberdade não é algo que se alcance com o lidar com as demandas cotidianas e sim por meio do decifrar a outra cena, o inconsciente. Somente então, abrindo mão da “religião do ser” e a crença no Outro, por meio da des-identificação e da perda da unicidade de toda e qualquer imagem egoica, Freud concluiu sua tarefa na solidão dos que sabem que destino do homem é a morte. É preciso serenidade e coragem para aceitar a morte como o fim de um percurso cuja escrita é sua responsabilidade.

Ao final da vida compreendeu, como o velho Moisés, que não se pode recuar da verdade e que, portanto, é preciso ter a coragem de dizer e de fazer o que se sabe necessário. Assim, mesmo tendo prudência quanto ao destino dessa obra e ao momento em que deveria publicá-la, Freud nos deixa um testamento do percurso de uma análise e o que pode ser a margem de liberdade a ser conquistada, seja no privado do trabalho de transferência, escrevendo sua biografia, seja na transferência de trabalho, reescrevendo sua biografia. Com a publicação de Moisés e o monoteísmo, ficou claro que não apenas os judeus mas, também, os cristãos foram questionados em sua religião: “Freud interpretava o assassinato de Moisés pelos antigos hebreus, postulado no segundo ensaio, como uma repetição do crime primordial contra o pai, que analisara em Totem e tabu. Reedição de um trauma pré-histórico, ele constituía o retorno do reprimido” (GAY, 2015, p. 643).

Mas o que estava por trás desse retorno era, de fato, o que nenhuma biografia pode descrever, isto é, o encontro com a morte. Se essa é a hora da liberdade plena, porque é o único lugar onde se para de escrever/ler a própria história, é, também, o momento de encontro com a memória esquecida da perda inaugural, quando o refúgio das palavras dá a esperança de existir no mundo, amenizando a dor de existir, escondendo a verdade de ser-para-a-morte.

 

“Ele [Freud] morreu às 3 horas da manhã de 23 de setembro de 1939. Quase quarenta anos antes, Freud escrevera a Oskar Pfister, indagando o que se faria ‘quando as ideias falham ou as palavras não vêm?’ Não pôde evitar um ‘temor diante desta possibilidade. É por isso que, com toda a resignação perante o destino que convém a um homem honesto, eu tenho um pedido totalmente secreto: apenas nenhuma invalidez, nenhuma paralisia das faculdades pessoais devido a uma desgraça física. Que morramos em nosso posto como diz o rei Macbeth’. Ele providenciara que seu pedido secreto fosse atendido. O velho estoico conservou o controle de sua vida até o fim.” (GAY, 2015, p. 650)

 

 

 

Referências

GAY, P. Freud: Uma vida para o nosso tempo. São Paulo: Companhia das Letras, 2015.

MANNONI, O. Freud e a psicanálise. Rio de Janeiro: Editora Rio, 1975.

SAFATLE, V. Confrontar-se com o inumano. Revista Cult, n. 8, ano 20, São Paulo, 2017.

[1] Para Freud, o trauma era um acontecimento pregnante, quase uma violência, que deixava uma ferida não cicatrizável, impossível de ser elaborada – principalmente, incapaz de ser nomeada. Portanto, o traumático poderia retornar à vida do sujeito fazendo-o “lembrar”, mas sem rememorar.

[2] Como bem sublinha Safatle em sua leitura sobre o desejo em Lacan: “O desejo é pura negatividade; ele é essa presença em todo sujeito daquilo que não se submete integralmente à determinação identitária da unidade sintética de um Eu que não se submete à forma positiva de um objeto finito. Ou seja, a falta própria ao desejo é, na verdade, um modo de descrição de um potência de indeterminação e de despersonalização que habita todo sujeito e que Lacan chamará em certos momentos de infinitude” (SAFATLE, 2017, p. 17).

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